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terça-feira, 12 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
CENTENÁRIO DE NELSON RODRIGUES
Jornalista, escritor, cronista e apaixonado por futebol. Apesar de nunca ter sido agraciado como Imortal da Academia de Letras, Nelson Rodrigues conquistou seu lugar na literatura nacional com seus textos, crônicas esportivas, pseudônimos, produzidos em sua famosa máquina de escrever Remington Portable.
Nascido em agosto de 1912 em Recife, o autor completaria 100 anos de vida este ano. Apesar de centenário, seus textos não deixam de ser contemporâneos ao retratar a sociedade brasileira em suas paixões e pecados.
"Todo o autor é autobiográfico e eu sou também. O que acontece na minha obra são variações infinitas do que aconteceu na minha vida", disse em entrevista ao JT em 1974.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
LIMPA BRASIL - let's do it
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terça-feira, 22 de maio de 2012
CEU É SHOW Apresenta - VIVER SEM TEMPOS MORTOS com Fernanda Montenegro
Hoje dia 22/05/2012, às 19h30min no Teatro nelson Rodrigues - CEU Alvarenga
Evento gratuito
Ingressos a partir de uma hora antes.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
CONTAR PARA ENCANTAR - As panquecas de Mama Panya
Editora: Edições Sm (brasil)
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Crianças 8-11 Você sabia que no Quênia também se comem panquecas, ou vikaimati, que é o nome delas na língua local? Pois é o que Mama Panya resolve fazer de jantar, para a alegria de seu filho, Adika! Juntos, eles vão ao mercado comprar os ingredientes que faltam para a receita. No caminho, um pouco da vida cotidiana, dos animais e da cultura de um vilarejo da costa leste da África.
Moradora de um vilarejo no Quênia, mamãe Panya resolve fazer panquecas e vai ao mercado com o filho Adika para comprar farinha. No caminho, o garoto não se contém e convida para o jantar todos os amigos que encontra. Mas mamãe Panya só tem algumas poucas moedas em sua bolsa. E agora? Vai ser preciso muita farinha para a massa dessas panquecas!
terça-feira, 8 de maio de 2012
SARAU DO CEU ALVARENGA - MAIO 2012
26 de Maio às 19h no CEU Alvarenga (SARAU "LA NEGRA") Inspirado livremente em Mercedes Sosa (Participação especial Solange Santos)
Los Hermanos - para vocês entrarem no clima do Sarau.
Mercedes Sosa canta la cancion de Atahualpa Yupanqui, los hermanos, creo que es un himno a la fraternidad universal.
Los Hermanos - para vocês entrarem no clima do Sarau.
Mercedes Sosa canta la cancion de Atahualpa Yupanqui, los hermanos, creo que es un himno a la fraternidad universal.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
54º JABUTI - PREMIO 2012
Confira as categorias desse ano:
1. Capa
2. Ilustração
3. Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
4. Arquitetura e Urbanismo
5. Artes
6. Biografia
7. Ciências Exatas
8. Ciências Humanas
9. Ciências Naturais e da saúde
10. Ciências da Saúde
11. Comunicação
12. Contos e Crônicas
13. Didático e Paradidático
14. Direito
15. Economia, Administração e Negócios
16. Educação
17. Fotografia
18. Gastronomia
19. Infantil
20. Juvenil
21. Poesia
22. Psicologia e Psicanálise
23. Reportagem
24. Romance
25. Tecnologia e Informática
26. Teoria / Crítica Literária
27. Turismo e Hotelaria
28. Projeto Gráfico
29. Tradução
Mais informações no site oficial: www.premiojabuti.com.br
quarta-feira, 2 de maio de 2012
ANIVERSÁRIO DA MORTE DE PAULO FREIRE - 15 ANOS
Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire, Dona Tudinha, Paulo teve uma irmã, Stela, e dois irmãos, Armando e Temístocles.
A irmã Stela foi professora primária do Estado. Armando, funcionário da Prefeitura da Cidade do Recife, abandonou os estudos aos 18 anos, não chegou a concluir o curso ginasial. Temístocles entrou para o Exército. Aos dois, Paulo agradece emocionado, em uma de suas entrevistas a Edson Passetti, pois começaram a trabalhar muito jovens, para ajudar na manutenção da casa e possibilitar que Paulo continuasse estudando.
Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.
O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico. Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.
A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart. Paulo Freire faleceu no dia 02 de Maio de 1997.
Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático.
É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia Mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.
Em 13 de abril de 2012, foi sancionada a lei 12.612 que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
ANIVERSÁRIO DA MORTE DE ALVARES DE AZEVEDO - 25 ABRIL
Manuel Antônio Álvares de
Azevedo, nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro de 1831 e faleceu
na cidade do Rio de Janeiro em 15 de abril de 1852. Fez parte da segunda geração romântica
(Ultra-Romântica, Byroniana ou Mal-do-século),
contita, dramaturgo, poeta e ensísta brasileiro, autor de Noite na Taverna. Filho
de Inácio Manuel Álvarez de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a
infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo
(1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde
desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias.
Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e
sentimental. Durante
o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byton; fundou
a revista daSociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da
Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O
Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não
concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de
1851-52, a
qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de
cavalo, falecendo aos 21 anos. A
sua obra compreende: Poesias
diversas, Poema do Frade,
o drama Macário, o romance
O Livro de Fra Gondicário, Noite
na Taverna, Cartas,
vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal,
Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser
publicada num projeto – As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia
Brasileira de Letras
segunda-feira, 23 de abril de 2012
DIA MUNDIAL DO LIVRO - 23 DE ABRIL
O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região da Espanha. A data começou a ser
celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de
Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valencio, estabelecido em
Barcelona, Vincent Clável Andres
propôs este dia para a Camara
Oficial do livro em Barcelona.
Em 6 de fevereiro de
1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data
e o rei Afonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do livro
Espanhol
No
ano de 1930, a
data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de
Cervantes.
Mais
tarde, em 1996, a
UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do livro e de
direito do Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de
outros escritores, como Josef Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.
No caso do escritor
inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda
utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o
calendário gregoriano usado na Espanha.
Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Há 128 ANOS NASCIA O PARAIBANO AUGUSTO DOS ANJOS
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu em Cruz do Espírito, dia 10 de abril de 1884 e faleceu em Leopoldina no dia 12 de novembro de 1914. Foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Todavia, muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontramos características nitidamente expressionistas em seus poemas. É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários. Um dos maiores biógrafos de Augusto dos Anjos é outro conterrâneo seu, o médico paraibano Humberto Nóbrega, trazendo à tona A poética carnavalizada de Augusto dos Anjos uma das críticas mais relevantes às contribuições à investigação científica sobre o EU por meio de sua obra de longo fôlego, publicada em 1962, pela editora da primeira Universidade Federal da Paraíba, na qual o biógrafo Humberto Nóbrega foi também Reitor.
Augusto dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, atualmente no município de Sapé, Estado da Paraíba. Foi educado nas primeiras letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos sete anos de idade.
Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907. Em 1910 casa-se com Ester Fialho. Seu contato com a leitura, influenciaria muito na construção de sua dialética poética e visão de mundo.
Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade própria seria a única saída para o ser humano. E da Bíblia Sagrada ao qual, também, não contestava sua essência espiritualística, usando-a para contrapor, de forma poeticamente agressiva, os pensamentos remanescentes, em principal os ideais iluministas/materialistas que, endeusando-se, se emergiam na sua época.
Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-materialista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte.
Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 12 de novembro de 1914, às 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia.
Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soaresorganizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
ANIVERSÁRIO DE 89 ANOS DE LYGIA FAGUNDES TELLES
Lygia Fagundes Telles
(...) "Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando
sob a polpa. Varei-a. O sumo ácido inundou-me a boca. Cuspi
a semente: assim queria escrever, indo ao âmago do âmago
até atingir a semente resguardada lá no fundo como um feto".
(Verde lagarto amarelo)
Quarta filha do casal Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, nasce na capital paulista, em 19 de abril de 1923, Lygia de Azevedo Fagundes, na rua Barão de Tatuí. Seu pai, advogado, exerceu os cargos de delegado e promotor público em diversas cidades do interior paulista (Sertãozinho, Apiaí, Descalvado, Areias e Itatinga), razão porque a escritora passa seus primeiros anos da infância mudando-se constantemente. Acostuma-se a ouvir histórias contadas pelas pajens e por outras crianças. Em pouco tempo, começa a criar seus próprios contos e, em 1931, já alfabetizada, escreve nas últimas páginas de seus cadernos escolares as histórias que irá contar nas rodas domésticas. Como ocorreu com todos nós, as primeiras narrativas que ouviu falavam de temas aterrorizantes, com mulas-sem-cabeça, lobisomens e tempestades.
Seu pai gostava de freqüentar casas de jogos, levando Lygia consigo "para dar sorte". Diz a escritora: "Na roleta, gostava de jogar no verde. Eu, que jogo na palavra, sempre preferi o verde, ele está em toda a minha ficção. É a cor da esperança, que aprendi com meu pai."
Em 1936 seus pais se separam, mas não se desquitam.
Porão e sobrado é o primeiro livro de contos publicado pela autora, em 138, com a edição paga por seu pai. Assina apenas como Lygia Fagundes.
No ano seguinte termina o curso fundamental no Instituto de Educação Caetano de Campos, na capital paulista. Ingressa, em 1940, na Escola Superior de Educação Física, naquela cidade. Ao mesmo tempo, freqüenta o curso pré-jurídico, preparatório para a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.
Inicia o curso de Direito em 1941, freqüentando as rodas literárias que se reuniam em restaurantes, cafés e livrarias próximas à faculdade. Ali conhece Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Sales Gomes, entre outros, e integra a Academia de Letras da Faculdade e colabora com os jornais Arcádia e A Balança. Para se sustentar, trabalha como assistente do Departamento Agrícola do Estado de São Paulo. Nesse ano conclui o curso de Educação Física.
Praia viva, sua segunda coletânea de contos, é editada em 1944 pela Martins, de São Paulo. O ano de 1945 marca o ano de falecimento de seu pai. Atenta aos acontecimentos políticos, Lygia participa, com colegas da Faculdade, de uma passeata contra o Estado Novo.
Terminado o curso de Direito, em 1946, só três anos depois a escritora publica, pela editora Mérito, seu terceiro livro de contos, O cacto vermelho. O volume recebe o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras.
Casa-se com o jurista Goffredo da Silva Telles Jr., seu professor na Faculdade de Direito que, na ocasião,1950, era deputado federal. Muda-se, em virtude desse fato, para o Rio de Janeiro, onde funcionava a Câmara Federal.
Com seu retorno à capital paulista, em 1952, começa a escrever seu primeiro romance, Ciranda de pedra. Na fazenda Santo Antônio, em Araras - SP, de propriedade da avó de seu marido, para onde viaja constantemente, escreve várias partes desse romance. Essa fazenda ficou famosa na década de 20, pois lá reuniam-se os escritores e artistas que participaram do movimento modernista, tais como Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Mafaldi e Heitor Villa-Lobos.
Maria do Rosário, sua mãe, falece em 1953 e, no ano seguinte, nasce seu único filho, Goffredo da Silva Telles Neto. As Edições O Cruzeiro, do Rio de Janeiro, lançam Ciranda de pedra.
Seu livro de contos, Histórias do desencontro, é publicado pela editora José Olympio, do Rio de Janeiro, e é premiado pelo Instituto Nacional do Livro, em 1958.
Em 1960 separa-se de seu marido Goffredo e, no ano seguinte, começa a trabalhar como procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo.
Dois anos depois lança, pela editora Martins, de São Paulo, seu segundo romance, Verão no aquário. Passa a viver com Paulo Emílio Salles Gomes e começa a escrever o romance As meninas, inspirado no momento político por que passa o país.
Em 1964 e 1965 são publicados seus livros de contos Histórias escolhidas eO jardim selvagem, respectivamente, pela editora Martins.
A convite do cineasta Paulo César Sarraceni e em parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, em 1967, faz a adaptação para o cinema do romance D. Casmurro, de Machado de Assis. Esse trabalho foi publicado, em 1993, pela editora Siciliano, de São Paulo, sob o título de Capitu.
Seu livro de contos Antes do baile, publicado pela Bloch, do Rio de Janeiro, em 1970, recebe o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, na França.
O lançamento, em 1973, pela José Olympio, de seu terceiro romance, As meninas, é um sucesso. A escritora arrebata todos os prêmios literários de importância no país: o Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e o de "Ficção" da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Seminário de ratos, contos, é publicado em 1977 pela José Olympio e recebe o prêmio da categoria Pen Club do Brasil. Nesse ano participa da coletâneaMissa do Galo: variações sobre o mesmo tema, livro organizado por Osman Lins a partir do conto clássico de Machado de Assis. Integra o corpo de jurados do Concurso Unibanco de Literatura, ao lado dos escritores e críticos literários Otto Lara Resende, Ignácio de Loyola Brandão, João Antônio, Antônio Houaiss e Geraldo Galvão Ferraz.
Em setembro desse ano, falece Paulo Emílio Salles Gomes. A escritora assume, face ao ocorrido, a presidência da Cinemateca Brasileira, que Paulo Emílio ajudara a fundar.
Em 1978 a editora Cultura, de São Paulo, lança Filhos pródigos. Essa coletânea de contos seria republicada a partir de 1991 sob o título A estrutura da bolha de sabão. A TV Globo leva ao ar um Caso Especialbaseado no conto "O jardim selvagem".
Sua editora no período de 1980 até 1997, a Nova Fronteira, do Rio de Janeiro publica A disciplina do amor. No ano seguinte lança Mistérios, uma coletânea de contos fantásticos. A TV Globo transmite a telenovela Ciranda de pedra, adaptada de seu romance.
Em 1982 é eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras e, em 1985, por 32 votos a 7, é eleita, em 24 de outubro, para ocupar a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, fundada por Gregório de Mattos, na vaga deixada por Pedro Calmon. Sua posse só ocorre em 12 de maio de 1987. Ainda em 1985 é agraciada com a medalha da Ordem do Rio Branco.
1989 é o ano de lançamento de seu romance As horas nuas. Recebe a Comenda Portuguesa Dom Infante Santo. Em 1990 seu filho, Goffredo Neto, realiza o documentário Narrarte, sobre a vida e a obra da mãe. Em 1991 aposenta-se como funcionária pública.
A Rede Globo de Televisão apresenta, em 1993, dentro da série Retratos de mulher, a adaptação da própria escritora do seu conto "O moço do saxofone", que faz parte do livro Antes do baile verde, num episódio denominado "Era uma vez Valdete".
Participa da Feira o Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 1994, e lança, no ano seguinte, um novo livro de contos, A noite escura e mais eu, que ganhou os prêmios de Melhor livro de contos, concedido pela Biblioteca Nacional; Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e Prêmio APLUB de Literatura.
Em 1996 estréia o filme As meninas, de Emiliano Ribeiro, baseado em romance homônimo de Lygia. Em 1997 participa da série O escritor por ele mesmo, do Instituto Moreira Salles. A editora Rocco adquire os direitos de publicação de toda a obra passada e futura da escritora.
Em 1998, a convite do governo francês, participa do Salão do Livro da França.
Seu livro Invenção e Memória foi agraciado com o Prêmio Jabuti, na categoria ficção, em 2001. Recebe, também, o "Golfinho de Ouro" e o Grande Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte.
Agraciada, em março de 2001, com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Brasília (UnB).
Em 2005, recebe o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa.
OBRAS DA AUTORA
Individuais
Contos:
Porão e sobrado, 1938
Praia viva, 1944
O cacto vermelho, 1949
Histórias do desencontro, 1958
Histórias escolhidas, 1964
O jardim selvagem, 1965
Antes do baile verde, 1970
Seminário dos ratos, 1977
Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A estrutura da bolha de sabão, 1991)
A disciplina do amor, 1980
Mistérios, 1981
A noite escura e mais eu, 1995
Venha ver o por do sol
Oito contos de amor
Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
Meus contos preferidos, 2004
Histórias de mistério, 2004
Meus contos esquecidos, 2005
Romances:
Ciranda de pedra, 1954
Verão no aquário, 1963
As meninas, 1973
As horas nuas, 1989
Antologias:
Seleta, 1971 (organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho)
Lygia Fagundes Telles, 1980 (organização de Leonardo Monteiro)
Os melhores contos de Lygia F. Telles, 1984 (seleção de Eduardo Portella)
Venha ver o pôr-do-sol, 1988 (seleção dos editores - Ática)
A confissão de Leontina e fragmentos, 1996 (seleção de Maura Sardinha)
Oito contos de amor, 1997 (seleção de Pedro Paulo de Sena Madureira)
Pomba enamorada, 1999 (seleção de Léa Masima).
Participações em coletâneas:
Gaby, 1964 (novela - in Os sete pecados capitais - Civilização Brasileira)
Trilogia da confissão, 1968 (Verde lagarto amarelo, Apenas um saxofone e Helga - in Os 18 melhores contos do Brasil - Bloch Editores)
Missa do galo, 1977 (in Missa do galo: variações sobre o mesmo tema -Summus)
O muro, 1978 (in Lições de casa - exercícios de imaginação - Cultura)
As formigas, 1978 (in O conto da mulher brasileira - Vertente)
Pomba enamorada, 1979 (in O papel do amor - Cultura)
Negra jogada amarela, 1979 (conto infanto-juvenil - in Criança brinca, não brinca? - Cultura)
As cerejas, 1993 (in As cerejas - Atual)
A caçada, 1994 (in Contos brasileiros contemporâneos - Moderna)
A estrutura da bolha de sabão e As cerejas, s.d. (in O conto brasileiro contemporâneo - Cultrix)
Crônicas publicadas na imprensa:
Não vou ceder. Até quando?. O Estado de São Paulo - 06-01-92
Pindura com um anjo. Jornal da Tarde - 11-08-96
Traduções:
Para o alemão:
- Filhos pródigos, 1983
- As horas nuas, 1994
- Missa do galo, 1994
Para o espanhol:
- As meninas, 1973
- As horas nuas, 1991
Para o francês:
- Filhos pródigos, 1986
- Antes do baile verde, 1989
- As horas nuas, 1996
- W. M., 1991
- Invenção e Memória, 2003
Para o inglês:
- As meninas, 1982
- Seminário dos ratos, 1986
- Ciranda de pedra, 1986
Para o italiano:
- As pérolas, 1961
- As horas nuas, 1993
Para o polonês:
- A chave, 1977
- Ciranda de pedra, 1990 (traduzido também para o chinês e espanhol).
Para o sueco:
- As horas nuas, 1991
Para o tcheco:
- Antes do baile verde, s.d. (traduzido também para russo)
Edições em Portugal:
- Antes do baile verde, 1971
- A disciplina do amor, 1980
- A noite escura e mais eu, 1996
- As meninas, s.d.
Para o cinema:
- Capitu (roteiro); parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, 1993 (Siciliano).
- As meninas (adaptação), 1996
Para o teatro:
As meninas, 1988 e 1998
Para a televisão:
- O jardim selvagem, 1978 (Caso especial - TV Globo)
- Ciranda de pedra, 1981 (Novela - TV Globo)
- Era uma vez Valdete, 1993 (Retratos de mulher - TV Globo)
PRÊMIOS:
Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958)
Prêmio Guimarães Rosa (1972)
Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras (1973)
Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1980)
Prêmio Pedro Nava, de Melhor Livro do Ano (1989)
Melhor livro de contos, Biblioteca Nacional
Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro
Prêmio APLUB de Literatura
Prêmio Jabuti (Ficção) (2001)
Prêmio Camões (2005)
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